Depois do fim do Elo7, muitos artesãos foram parar em marketplaces generalistas e sentiram na pele que vender peça feita à mão ali é diferente. Vale entender o que uma plataforma precisa ter para servir de verdade a quem produz artesanato.
1. Prazo de produção, não só prazo de entrega
Sua peça é feita depois do pedido. Se o sistema não separa o tempo de produção do tempo de transporte, o cliente acha que está atrasado quando você ainda está no prazo combinado.
2. Encomenda personalizada
Nome bordado, cor específica, tamanho sob medida. A plataforma precisa permitir variações e um campo para o cliente informar o detalhe, senão vira um vaivém de mensagens.
3. Conversa direta com quem compra
Artesanato se vende conversando. Plataforma que esconde o cliente do vendedor mata a encomenda, que costuma ser a venda de maior valor.
4. Custo previsível
Comissão alta corrói a margem justamente de quem tem custo de mão de obra elevado. Plano fixo dá previsibilidade: você sabe quanto vai pagar, venda muito ou pouco.
5. Recebimento sem intermediação
Quanto menos gente entre a venda e a sua conta, melhor. Plataformas que repassam o valor com prazo prendem seu capital de giro, e você precisa dele para comprar material.
6. Público que procura o que você faz
Em marketplace generalista, sua peça de crochê feita em três dias aparece ao lado de um similar industrial importado por R$ 12. Não é concorrência justa e nem é o mesmo comprador.
7. Liberdade para sair
Escolha quem deixa você exportar produtos, fotos e clientes quando quiser. Essa foi a lição mais cara que o fechamento do Elo7 deixou.
Veja o comparativo honesto das plataformas, incluindo as opções generalistas, ou conheça o BrasiArte.